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Porquê uma Estratégia Regional para as Alterações Climáticas, no Alentejo?


 

Ameaças

O Alentejo é uma das regiões mais afectadas pelas alterações climáticas na Europa devido ao efeito combinado dos aumentos de temperatura e diminuição da precipitação numa região que já se encontra numa franja climática próxima do limite da habitabilidade.
A economia do Alentejo é fortemente dependente do sector primário – mais de 6 mil milhões de euros anuais e mais de 54 mil empregos directos na agricultura e turismo que serão fortemente prejudicados pelas alterações climáticas previstas.
O Alentejo tem um baixo nível médio de desenvolvimento socieconómico, o que vulnera a capacidade de adaptação das comunidades locais às alterações climáticas.

Oportunidades
O Alentejo reúne as competências académicas e as motivações a nível municipal, intermunicipal e regional necessárias para a adequada planificação e execução de políticas de adaptação às alterações climáticas.
O Alentejo ocupa um terço da área do País pelo que a estratégia regional terá um impacto significativo a nível nacional, podendo constituir-se como exemplo a replicar noutras regiões.
O Alentejo lidera políticas de mitigação das alterações climáticas a nível nacional – produz 67% da energia fotovoltaica em Portugal -, podendo apresentar-se como região resiliente às alterações climáticas (“climate change proof”) se combinar excelência na mitigação e na adaptação.

Objectivos

Previsão – Dotar a região e as suas instituições dos conhecimentos e projecções necessárias, sobre o sistema climático, ecológico, social e económico, para a adopção de uma estratégia inteligente de adaptação às alterações climáticas.
Estratégia – Dotar a região do Alentejo em estratégias e capacidades institucionais necessárias para promover a adaptação às alterações climáticas com base na articulação de medidas transversais, sectoriais e territoriais.
Demonstração –  Implementar  estratégias de adaptação às alterações climáticas em estudos de caso seleccionados com vista a se constituirem exemplos para a região, país, Europa e Mundo.
Competências – Dotar os quadros de instituições da administração pública, sector empresarial, organizações não-governamentais e outros agentes das competências necessárias para compreenderem o fenómeno climático, suas consequências, e para reflectirem de forma crítica sobre acções e mecanismos de adaptação climática necessários em contextos diversos.